09/05/2022

Resenha: Como comprometer um duque




Título: Como comprometer um duque
Autor(a): Stacy Reid
Número de páginas: 284
Editora: L3 Book Publishing
Sinopse: Inglaterra, 1817.

A srta. Adeline Hays está sem opções. Determinada a escapar de um casamento com um conde repugnante, ela planeja ser pega em uma situação comprometedora durante uma festa, com um homem muito mais gentil com quem espera se casar.
No entanto, Adeline entra por engano no quarto errado e acaba na cama do duque louco.

Edmond Rochester, o duque de Wolverton, está procurando uma esposa para cuidar de suas duas filhas. Uma jovem com sensibilidade, prendada e, mais importante, alguém por quem ele não se sinta atraído. Completamente o oposto da beldade encantadora com quem é forçado a se casar. Mas, apesar da luxúria que sente por sua nova duquesa, Edmond está decidido a nunca permitir que tenham intimidade, pois não deseja correr novamente o risco de sofrer a perda torturante de um ente querido.

''Ele estava alegremente conduzindo a si mesmo para a própria queda e era incapaz de parar.''

 

Oii, gente. Faz até um tempinho que não trago resenha de um romance de época, não é? ''Como comprometer um duque'' foi uma feliz surpresa, uma leitura que me surpreendeu demais, sendo ainda mais profunda do que imaginei.


Adeline vai ser forçada a se casar com um homem que ela repudia. Esse cara é nojento e mesmo tendo dito ao seu pai os motivos que a fazem temer isso, o pai ignora suas queixas e ainda insiste nesse matrimônio. Péssimo a maneira como ele não se importa com a sua opinião, nada do que ela dizer é levado em consideração.


Casar-se com ele era a última coisa que poderia acontecer, então a mocinha teve a brilhante ideia de ser pega no quarto de um outro homem que ela conhecia, assim, seria obrigada a se casar com alguém que ela ''tecnicamente escolheu''. Muito esperta, não é? Mas deu tudo errado. Adeline entrou no quarto de outro homem e se comprometeu com uma pessoa que ela jamais havia visto na vida. E eu ri muito com isso.


''Fui arruinada pelo homem errado.''


Foi realmente uma situação cômica, seu plano deu errado e agora ela não fazia ideia do que iria acontecer, principalmente porque esse homem errado é um duque e certamente não iria querer se casar com ela, já que havia pedido outra pessoa em casamento. O enredo começa com essa confusão na vida da mocinha e o seu primeiro contato com o duque e tudo isso passado de forma muito coerente, clara e convincente. Não é nada apressado. Eu adoro quando a história vai direto ao ponto sem ser de maneira exagerada e nisso a autora brilhou muito.


Numa espécie de mera conveniência, ambos se casam. Edmond deseja uma mãe para suas filhas e Adeline não ficará mal perante à sociedade, já que se casou com o homem com o qual foi pega. Falando agora do duque, especificamente, é um homem que se traumatizou com a morte da esposa e, por causa disso, estabelece que jamais terá algum tipo de envolvimento sentimental e sexual com Adeline. 


Mas será mesmo que daria para resistir? Nããão! E Adeline vai ser bem convidativa, deixando o duque cada vez mais louco.


Vou te dar uns motivos rápidos que fazem essa leitura valer tanto a pena:


  • As filhas dele são incríveis, crianças apaixonantes que acabam construindo uma relação linda com ela desde o começo. Não tem implicância e eu adorei isso porque acho muito cansativo. Achei incrível o fato da Adeline compreender o espaço da mãe e não querer agir como uma substituta e as crianças entenderem isso desde o começo. Uma cena que me encantou foi quando um dos empregados foi retirar o quadro com o retrato da mãe para depois colocar um da Adeline e ela disse que a ordem era retirar, limpar e colocar novamente no lugar. Isso foi lindo e um show de delicadeza. Amei que a autora retratou essa relação dessa maneira, com tanto respeito e tato;


  • Outro ponto diferencial é que não precisou retratar a falecida esposa como alguém ruim. O duque a amou e ponto. Ela faleceu e ele conheceu Adeline e se apaixonou de novo e a ama muito. Para dizer que ele a ama não precisa haver um comparativo entre as duas;

  • Adeline e o duque Edmund possuem uma química surreal desde o começo, os dois juntos pegam fogo e imaginem a tensão que fica quando ele quer negar para si mesmo o desejo que sente por ela? Então já estejam avisados de que o romance entre eles é lindo, sensual e bem construído, aquele casal cativante que a gente se apega fácil.

Como já era de se imaginar, os traumas que acompanham o duque fazem com que ele aja de maneira muito errada com Adeline em determinado momento e o leitor fica louco com isso.  Mas é um drama que depois foi superado. Ela trouxe vida novamente à sua vida e a mudança nele é visível.

Eu não imaginava que essa leitura fosse me surpreender tanto. Quem quer um romance de época caprichado, com certeza precisa ler esse. 

Já conheciam?

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7 comentários:

  1. Oi
    esse tipo de leitura é daquelas que eu leria super rápido, ainda mais porque gosto de romance de época.
    Fiquei interessada.

    http://momentocrivelli.blogspot.com/

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    1. Oi, Denise. É uma leitura que a gente só consegue parar realmente quando termina. Você vai amar!

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  2. Oi, Anni! Como vai? Que bom que gostou. Parece interessante. Ótima resenha. Abraço!


    https://lucianootacianopensamentosolto.blogspot.com/

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    Respostas
    1. Oi, Luciano. Vou bem e você? Muito obrigada! O livro é ótimo sim, recomendo!!

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  3. Olá,
    Adorei conhecer esse romance de época. Me lembrou também que preciso comentar mais sobre eles no blog, faz tempo que não leio - mas acho que conheço boa parte pelas resenhas dos blogs haha
    Goste e muito que o rapaz já - meio que - tem uma vida feita, com crianças. Geralmente é todo mundo solteiro, os caras libertinos. Fiquei curiosa com o desenvolvimento do relacionamento deles.

    até mais,
    Canto Cultzíneo

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    Respostas
    1. Oi, Nana. Acredito que você vai gostar bastante dessa obra.
      Sim, ele já tem uma vida, ele só não é libertino. O bom é que essas crianças são ótimas e se dão super bem com a mocinha e eu adorei isso, porque grande parte dos livros que colocam filhos fazem eles terem muita implicância o tempo inteiro até, por fim, gostarem dela.

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  4. Oi, Anni!
    Adoro romance de época e essa história é boa.
    big beijos

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Advogada, escritora, resenhista crítica literária, embaixadora da Editora Hábito, perfeccionista, metade anáfora, metade metáfora e uma romântica nata.

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