14/01/2022

RESENHA: TOQUE DE ALMA




Título: Toque de alma
Autor(a): Keka Lazzarotto
Número de páginas: 160
Sinopse: O momento de nascimento de um bebê é sempre de grande alegria, no entanto, logo após o nascimento, ou até dezoito meses depois, muitas mulheres apresentam sintomas de depressão.

Logo após o nascimento do filho Heitor e Beatriz, ele notou que sua esposa estava transtornada. Como médico, ele reconheceu a depressão pós-parto, assim que ela rejeitou o bebê, embora ela falasse pouco, quando ele tentava conversar sobre o assunto.

Heitor percebeu que Beatriz estava mais quieta do que de costume, mas o cansaço de tantas horas de cirurgia no hospital o deixava prostrado no sofá, quando chegava em casa.

Além da mulher que sofre depressão pós-parto, a família também pode pagar o preço deste transtorno, e foi justamente o que aconteceu com Heitor. Naquela noite, assim que ele chegou em casa, o impacto da surpresa o derrotou por muito tempo, até ele conseguir entender o que tinha acontecido.

''Na época, Heitor aconselhou Beatriz a procurar um psiquiatra, justamente por saber que depressão é uma doença e precisa ser tratada, mas Beatriz não levava este transtorno a sério e costumava tomar remédios que conseguia com os representantes de laboratório que ela conhecia, do tempo em que era secretária no consultório.''

 

Olá, pessoal! Como estão as leituras de início de ano? Trago hoje a resenha do livro ''Toque de alma'', da autora Keka Lazarotto, parceira aqui do blog. Esse livro aborda temas muito fortes e delicados, então desde já deixo os avisos de gatilho de depressão, ansiedade e suicídio. É uma leitura bem importante, inclusive, para ser feita esse mês, já que estamos no Janeiro branco, onde salienta-se a importância de cuidar da saúde mental.


Pois bem, o livro traz a história de Heitor e Beatriz. Beatriz teve uma infância muito turbulenta e triste, sua família começou a sofrer com os problemas de bebida do seu pai, que ficava mais e mais agressivo ao passo em que bebia, chegando até mesmo a bater na sua mãe. Imaginem como fica a cabeça de uma criança presenciando tudo aquilo... Ele faleceu quando a personagem tinha apenas quinze anos e ela era a única que restou para cuidar da mãe que estava em depressão profunda e com perda de memória.


Em razão disso, a personagem parece fria em diversos momentos, mas, como a própria menciona, como demonstrar amor por alguém se ela nunca sentiu isso? Desde pequena que ela apresentava alterações de humor, irritabilidade, sintomas de tristeza e ansiedade, sem deixar de mencionar também o fato de que se sentia mal, rejeitada e culpada, uma misto de confusões. Entendam que quem passa por isso não precisa de julgamentos, precisa de AJUDA!


''Eu sei, mas muitas vezes me sinto ansiosa, como se eu fosse uma estrangeira dentro de mim. Por algum motivo que desconheço, tenho a sensação de culpa e ao mesmo tempo de total desamparo.''


Heitor só descobriu depois que Beatriz tomava remédio para depressão, porque ela escondia isso dele. Fica aqui logo um ponto que faço questão de destacar, desde os primeiros sinais o personagem a apoiou e fez tudo o que podia para ajudá-la e é assim que deve ser, é essencial a rede apoio e a busca pelo auxílio de um profissional apto para isso. Infelizmente Beatriz não aceitava que precisava de ajuda, ela não levava isso a sério e chegava a se irritar quando lhe davam conselhos.


Tudo piora após o nascimento do filho. Heitor, como médico, já reconheceu a depressão pós-parto quando ela rejeitava o bebê, queria se isolar de tudo e todos, estava cada vez mais nervosa e irritada, apresentava confusão mental, tomava remédio escondido, entre outros fatores. 


A escrita da autora é bem objetiva. Ela não enrola e vai sempre direto ao ponto. A leitura flui e é um livro que você consegue ler em poucas horas. Ela tratou do tema com muita responsabilidade e realismo, não dá para mascarar e falar disso de uma outra forma e creio que esse ponto é muito crucial.


Em alguns momentos a Beatriz parecia estar bem, como se tivesse melhorado do nada ou como se nunca tivesse tido algum problema e logo depois tudo volta de novo, porque, na realidade, o problema nunca tinha ido embora. Foi isso também que a autora quis mostrar, não é porque a personagem estava sorrindo e agindo normal em algum momento que ela estava bem, porque ainda que por fora esboçasse um sorriso, por dentro se perguntava se o seu marido ficaria mais feliz sem ela, se ele ficaria mais feliz se ela simplesmente ''saísse de cena''.


O livro mostrou com precisão a mistura de sentimentos que se passava dentro da cabeça de Beatriz, o caos e confusão, e o leitor se sensibiliza em diversas cenas, sobretudo, uma em especial, que eu fiquei totalmente em choque mesmo já sabendo o que iria acontecer (quem leu a sinopse já imagina). Ao invés de criticar ou julgar, a leitura nos mostra que devemos demonstrar empatia. Além disso, toda a família sofre com isso. Quando Beatriz não aceitava nenhum tipo de ajuda, todos sofriam mais ainda.


A única coisa que senti falta foi de saber sobre o irmão da Beatriz, porque no começo do livro mostra que ele foi embora de casa por causa do pai, mas depois não menciona mais sobre ele, ele não tem mais participação nenhuma na vida da irmã. 


Não deixe de cuidar da sua saúde mental, combinado? Não há nenhum problema em pedir ajuda, não é vergonha dizer que está precisando. E lembre-se também, não menospreze uma dor que você não sente. Não diga que é frescura, tampouco aponte o dedo dizendo que é covardia. Faça diferente e seja aquele que estende a mão, é disso que o mundo precisa.


É uma leitura que impacta já na primeira página, estejam preparados. Já leram ou leriam?  

07/01/2022

5 ESTILOS DE POLTRONAS PARA UMA BOA LEITURA: ESCOLHA A SUA!

Hoje é dia do leitor. Para comemorar nosso dia, nada melhor do que simplesmente relaxar com aquele livro favorito. E por falar em descansar, é essencial escolher a dedo cada item que vai compor o seu cantinho predileto da casa (e tá tudo bem, você pode ter vááários). A gente sabe, uma decoração adequada é extremamente convidativa, e, sejamos sinceros, a escolha das suas peças é mais que uma simples ornamentação, é um estilo de vida. 


Nesse cenário, é quase impossível resistir a uma boa poltrona e cadeira de leitura, e são esses itens que eu vim mostrar hoje pra vocês.  No Atelier Clássico você encontra estilos para todos os gostos, então confere os que destaquei ótimos para um ambiente de leitura, os quais combinam elegância e conforto.



1. Poltrona Papa Bear com Puff Madeira Maciça Artesian Clássicos de Design by Hans J. Wegner


Essa escolha não tem como errar. Aquele design contemporâneo que combina com diversos cômodos da casa. Cabe bem numa sala, terraço ou até mesmo no quarto. Contando com detalhes sofisticados, ele apresenta apoio para os braços e para as pernas. É tudo o que a gente pede de conforto para uma boa leitura.


Encontre-a aqui.





***


2. Poltrona Moza Corda Náutica Madeira Eucalipto e Laminado Ozki Design by Pimenta Criativa


Autenticidade define. Essa poltrona faz parte do estilo vintage. Cada peça é única e elas trazem uma dose de delicadeza para o ambiente. O assento de material é confortável, podemos passar bons tempos fazendo aquela leitura que a gente gosta.

Encontre-a aqui.





04/01/2022

RESENHA: NOVE REGRAS A IGNORAR ANTES DE SE APAIXONAR




Título: Nove regras a ignorar antes de se apaixonar
Autor(a): Sarah MacLean
Número de páginas: 384
Sinopse: A sonhadora Calpúrnia Hartwell sempre fez tudo exatamente como se espera de uma dama. Ainda assim, dez anos depois de ser apresentada à sociedade, ela continua solteira e assistindo sentada enquanto as jovens se divertem nos bailes. Callie trocaria qualquer coisa por uma vida de prazeres.

E por que não se arriscar se, aos 28 anos, ela já passou da idade de procurar o príncipe encantado, nunca foi uma beldade e sua reputação já não lhe fará a menor diferença? Sem nada a perder, a moça resolve listar as nove regras sociais que mais deseja quebrar, como beijar alguém apaixonadamente, fumar charuto, beber uísque, jogar em um clube para cavalheiros e dançar todas as músicas de um baile. E depois começa a quebrá-las de fato.

Mas desafiar as convenções pode ser muito mais interessante em boa companhia, principalmente se for uma que saiba tudo sobre quebrar regras. E quem melhor que Gabriel St. John, o marquês de Ralston, para acompanhá-la? Afinal, além de charmoso e devastadoramente lindo, ele é um dos mais notórios libertinos de Londres.

Contudo, passar tanto tempo na companhia dele pode ser perigoso. Há anos Callie sonha com Gabriel e, se não tiver cuidado, pode acabar quebrando a regra mais importante de todas – a que diz que aqueles que buscam o prazer não devem se apaixonar perdidamente.

''O amor não é unilateral e egoísta. É pleno e generoso, e modifica a vida da melhor maneira possível. O amor não destrói, Gabriel. Ele cria.''

 

FELIZ ANO NOVO!! Que seja um ano de muita saúde, sobretudo, paz e luz. Um ano que as coisas sejam mais leves e que não nos sintamos tão sobrecarregados com tudo. Estou trazendo a resenha da minha primeira leitura de 2022 e já posso ir adiantado que AMEI! Pedi indicações de romances de época em um dos posts anteriores e esse livro foi uma indicação da Ale e a Lia também recomendou a autora. Fui pesquisar e acabei iniciando o ano com o pé direito, viu? É do jeitinho que eu gosto. 


Nove regras a ignorar antes de apaixonar é um livro envolvente demais. Com cenas românticas, hots, divertidas, drama, tudo na medida certa. Callie sempre foi uma pessoa super correta, cujas ações eram pensadas de modo a não macular a sua reputação, o que se esperava das damas da época, mas isso não lhe fazia sentir prazer pela vida. De que adiantava tudo aquilo? A personagem decide, então, listar nove coisas que deseja fazer, coisas essas que não nada convencionais para mulheres, o que seria um verdadeiro escândalo se fosse descoberto, como, por exemplo, ir sozinha à um botequim beber uísque.


A personagem não se enxerga da maneira correta e se acha fora dos padrões e inadequada e é muito interessante a maneira como ela mesma vai se descobrindo aos poucos, ela é, na realidade, incrível. A forma como nos vemos influencia bastante também na maneira como as outras pessoas nos enxergam. Callie começa, então, a colocar a lista em prática e começa a viver os momentos mais divertidos da sua vida, ao passo em que também vai descobrindo mais sobre si mesma, se vendo com mais clareza.


Claaaaro que no meio de tudo isso acaba surgindo aquele romance que a gente tanto ama! A Callie começa a ficar cada vez mais na companhia de Gabriel, um dos mais conhecidos libertinos de Londres, e ele é um cara que já está na mente e no coração dela há muito tempo. O Gabriel é aquele completo charme, então já imaginem que é impossível não morrer de amores por ele. Não vou falar como ambos se aproximam porque é bom se surpreender na hora da leitura, mas basta saber que ele vai ajudá-la a cumprir determinados itens da lista em razão de um acordo firmado entre os dois.


Os personagens foram bem construídos, até os secundários. A leitura flui muito bem. Eu ainda não conhecia a escrita da autora e essa foi a minha primeira experiência com uma obra dela e posso dizer que tanto aprovei que já quero procurar mais livros dela. Agora sintam a responsabilidade, tendo amado esse, já inicio a leitura de qualquer outro dela com as expectativas lá em cima. Ela é detalhista, o que adoro, não é daquelas que fala diversas coisas só para preencher linhas, tudo é necessário e é ótimo quando isso acontece.


Temos uma personagem que está cansada de fazer tudo aquilo que a sociedade sempre ditou como uma regra, cansada de deixar de fazer coisas que sempre teve vontade simplesmente porque aquela atividade foi taxada como única para homens. Não somente isso, ela vai em busca de conhecer mais a si mesma, fazer aquilo que deseja, afinal, de que adianta uma reputação tão impecável se isso nunca lhe trouxe felicidade?


Eu amo romances de época e esse já entrou na minha lista de favoritos. Com certeza é uma leitura que eu vou fazer de novo. E de novo. E de novo.


Agora me digam, já conheciam? Quem já leu, gostou?

31/12/2021

Resenha: A Parca




Título: A Parca
Autor(a): Kildary Costa
Número de páginas: 421 (e-book)
Sinopse: Perséfone não tem nem vinte anos, mas já viveu uma grande tragédia. Ou melhor, duas. Desnorteada com as mortes repentinas de sua irmã e seu pai, junta-se ao seu irmão Dionísio e seus amigos, que especulam sobre o que existe no pós-morte, e começa a desvendar os segredos da comunicação com as almas dos falecidos. Em meio a lembranças, sonhos e redescobertas, Perséfone inicia uma jornada de autoconhecimento à medida que adentra um novo mundo, estranhamente familiar, onde nossas histórias são criadas, percebendo que os destinos de todos que conhece estão entrelaçados, e que o próprio mundo pode estar em risco. Afinal, quem traçou esses caminhos?

''A morte sabe seu lugar e nunca se demora muito no meio da rua. Logo, tudo está normal, pois a rua é lugar de vida.''

 

Olá, pessoal! Como estão? Trago agora a última resenha de 2021, uma obra do autor parceiro Kildary Costa. Esse ano percorremos um longo caminho, não foi? Por falar em longo caminho, é muito interessante mencionar isso porque essa leitura traz uma gama de reflexões, então eu terminei ontem o livro e fiquei bons minutos me sentindo totalmente longe de tudo, com a mente aérea bem pensativa. Já adianto, é uma leitura que nos faz pensar bastante na vida.


Comecei a ler A parca e me surpreendi porque é uma leitura que conversa muito com a gente em diversos momentos. Digo que conversa conosco pois apesar de ser uma escrita um tanto mais complexa em determinados pontos, ela flui. Nos sentimos muito próximos de tudo aquilo. O autor conseguiu fazer com que o leitor não se sinta alheio ao que está acontecendo e isso faz com que a narrativa seja passada com mais clareza. Além disso, há um toque muito íntimo porque em diversos momentos a protagonista se dirige diretamente ao leitor e isso traz bastante conexão.


Perséfone é uma jovem que teve a sua vida marcada por duas grandes tragédias, a morte de dois entes queridos. Isso, sem dúvidas, abala muito a personagem porque não é fácil lidar com esse sentimento de perda. Um dos pontos que faço questão de salientar, logo no começo, é a escrita do autor, que é bem inteligente e rica, uma linguagem direta e até sofisticada e ao mesmo tempo com doses abstratas, isso é intercalado com muita sabedoria. É um livro que traz também muita metáfora e eu amo essa figura de linguagem, e como o próprio autor menciona em determinada parte do livro, a metáfora não se explica.


Sabendo disso, o seu irmão Dionísio a leva à uma sessão para comunicar-se com aqueles que já se foram, mas, na verdade, não é uma tentativa de falar com os mortos, porque como o próprio personagem coloca, o morto não tem nada a dizer, mas sim, falar com o vivo, que está vivo, mas que em um outro plano. O livro nos traz um olhar muito sensível sobre essa questão da morte, e ao mesmo tempo com uma narrativa muito realista, é interessante a maneira como isso foi dosado.


''As estrelas eram as minhas esmolas, que me lembravam minhas antigas fortunas.''


Você visualiza os personagens como se estivesse realmente dentro das cenas. Os amigos deles aparecem e os diálogos são bem construídos e divertidos. As histórias contadas são excelentes e eu me vi totalmente surpresa e chocada com várias delas e foi uma sensação maravilhosa. Em determinadas histórias o leitor praticamente se sente sentado na roda de conversa e quase dizendo ''continua! conta mais!''


É uma leitura complexa. Por mais que eu passasse horas falando, você precisaria ler para realmente entender o universo que abarca. O livro versa trazendo um lado espírita, religioso, mas também da própria ciência, o que cabe ao leitor determinadas coisas decidir, mas a leitura é muito maior que isso. 


''Sonhos são assim. Quando você acorda, eles se desfazem como um desenho em papel de seda na chuva.''


São tantos quotes e passagens incríveis que ficou difícil decidir quais delas eu traria para colocar aqui nessa resenha. O livro aborda a questão da relação familiar, das amizades, o luto, união e diversos outros assuntos de suma importância, até mesmo a maneira como você vê a vida. Os personagens são cativantes à medida em que você os conhece cada vez mais.


A narrativa intercala entre presente e passado e sonhos. É uma leitura que você precisa se concentrar e focar nela, cada detalhe faz diferença. O próprio final me tocou muito e, se tivessem mais páginas, eu as leria sem pensar duas vezes. Independente do que você acredita, eu indico que você leia, porque esse livro está muito acima de religião ou qualquer ceticismo. É um enredo que é difícil de se explicar, porque parece que nada do que eu diga vai descrevê-lo com exatidão. 


A parca toca nossos corações, nos faz refletir sobre a vida, o que fazemos, a importância de tudo e como escrevemos a nossa história.


Já conheciam esse livro? Como essa é a última resenha do ano, já deixo meus sinceros agradecimentos pela companhia de vocês durante todo esse tempo e os meus votos de muita paz e saúde para esse novo ano. Que seja de muitos sorrisos e muita luz! 


Beijos! Me encontrem no instagram em @dearmasen

16/12/2021

Resenha: Um beijo inesquecível




Título: Um beijo inesquecível
Autor(a): Júlia Quinn
Número de páginas: 272
Sinopse: Toda a alta sociedade concorda que não existe ninguém parecido com Hyacinth Bridgerton. Cruelmente inteligente e inesperadamente franca, ela já está em sua quarta temporada na vida social da elite, mas não consegue se impressionar com nenhum pretendente.

Num recital, Hyacinth conhece o belo e atraente Gareth St. Clair, neto de sua amiga Lady Danbury. Para sua surpresa, apesar da fama de libertino, ele é capaz de manter uma conversa adequada com ela e, às vezes, até deixá-la sem fala e com um frio na barriga.

Porém Hyacinth resiste à sedução do famoso conquistador. Para ela, cada palavra pronunciada por Gareth é um desafio que deve ser respondido à altura. Por isso, quando ele aparece na casa de Lady Danbury com um misterioso diário da avó italiana, ela resolve traduzir o texto, que pode conter segredos decisivos para o futuro dele.

Nessa tarefa, primeiro os dois se veem debatendo traduções, depois trocando confidências, até, por fim, quebrarem as regras sociais. E, ao passar o tempo juntos, eles vão descobrir que as respostas que buscam se encontram um no outro... e que não há nada de tão simples e de tão complicado quanto um beijo.

''Então sentiu o seu sabor. Ela era doce e cálida e retribuiu o beijo com a mais diabólica mistura de inocência e de experiência que ele jamais poderia ter imaginado. Inocência porque não sabia o que estava fazendo. E experiência porque, apesar de tudo, o levava à loucura.''

 

Cá estou eu trazendo novamente uma resenha de uma obra da Júlia Quinn. Eu que era tããããão receosa com os livros dela, e agora me pego procurando outros livros dessa série. O mundo gira, amigos. Sempre achei que não gostaria das obras dessa autora por achar que eram bem ''sessão da tarde'', sabe? Sem um enredo que realmente prendesse o leitor e aí sequer dava chance. Mas a gente sempre paga a língua por algo, né? 😂. E eu paguei. Aqui estou lendo e amando!


Em ''Um beijo inesquecível'' temos a história de Hyacinth e Gareth. Ela é conhecida como uma lady bem à frente do seu tempo, inteligente, sem papas na língua, super franca e dona de si. Ele, por sua vez, é aquele famoso galã que não quer compromisso, com a fama de libertino. Os personagens se aproximam mesmo em razão da amizade de Hyacinth com a avó dele, que faz com que a lady sempre esteja por perto. 


Me julguem, mas eu adoro um clichê onde o cara que não costumava se apegar acaba se apegando pela mocinha. Gareth é um conquistador e sabe como seduzir, embora obviamente algumas das suas atitudes eu discordo por completo - e quem já leu deve saber do que estou falando.


Tá, embora eu tenha também gostado BASTANTE dessa obra, não posso dizer que ela despertou em mim aquela mesma ansiedade que senti na obra anterior que li da Júlia. Esse livro demorou um pouco mais para prender a minha atenção, que estava louca para ver o início do romance entre os dois, mas se preocupava em apresentar outras situações que eu não julgava serem tão relevantes. O começo então foi lento, mas não desisti, e isso foi ótimo porque depois o enredo começou a realmente andar.


Hyacinth começa a traduzir o diário da avó de Gareth e um grande segredo é revelado. Enquanto essa tradução está sendo feita, os dois vão se aproximando e a atração vai ficando cada vez mais difícil de resistir. A química de ambos é inegável e as cenas de aproximação são ótimas. No começo ele não parece estar perto dela pelos motivos corretos, mas depois o personagem deixa mais clara a sua percepção.


Em outras palavras, Gareth parece ficar com Hyacinth, de início, como se quisesse provar que pode ficar com alguém como ela, tão fina, educada e nobre, e isso gera até um certo drama e conflito posteriormente. Conforme eu mencionei mais acima, a partir do momento em que o livro foca no casal a leitura passa a fluir e o leitor se vê preso em querer saber mais acerca da tradução do diário, o romance entre eles, e a busca por umas joias que o diário revelou estarem escondidas na casa do pai dele.


Se é uma leitura que vale a pena, sem dúvidas é. É um livro leve, divertido, com um romance muito bom de ser lido. Eu amo romances de época, então é bem difícil uma leitura do gênero não me agradar. Porém, no que diz respeito ao final... Teve algo que me irritou bastante e eu fiquei me perguntando se a intenção da autora foi essa. Caso tenha sido, imaginem só como eu fiquei. 🤡🤡


Já leram esse livro ou já fizeram a leitura de alguma outra obra da Júlia Quinn? Quem tiver romances de época para me indicar, pode colocar aqui, sou apaixonada demais por esse gênero.


Beijos e até a próxima!


Advogada, escritora, resenhista crítica literária, aspirante à ilustradora, perfeccionista, metade anáfora, metade metáfora e uma romântica nata.

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