03/02/2022

RESENHA: FINJA QUE É MINHA




Título: Finja que é minha
Autor(a): Lucy Score
Número de páginas: 488
Editora: L3 Book Publishing
Sinopse: Luke Garrison está de volta na cidade, e a última coisa que está procurando é uma mulher para arruinar a sua solidão, mas quando Harper entra na sua vida, ele percebe que ela é o chamariz perfeito. Uma namorada falsa para manter sua família distraída até que seja convocado para uma nova missão do Exército.

Harper estava prestes a começar uma nova vida… de novo. Mas algo sobre Luke a faz querer se estabelecer nesta pequena cidade e fazer da casa dele, um lar.

Uma noite juntos se transforma em algo mais e Luke não consegue parar de pensar nos grandes olhos cinzentos de Harper ou manter as mãos longe de suas deliciosas curvas. Ele nunca pensou que se sentiria assim por uma mulher novamente, mas sabe que não pode dizer a ela a verdade sobre o seu passado, da mesma forma que ela não pode revelar do que está fugindo.

Pelo menos não é um relacionamento real. É apenas por um mês. É apenas faz de conta. Até que não seja mais…

''Quero passar o resto da minha vida protegendo você de si mesma e agradecendo às estrelas pela sorte, por você ter dirigido para o leste, em vez de para o oeste.''

 

Nada mais sincero do que começar essa resenha dizendo que esse livro me fez virar a noite lendo. Eu não conseguia parar porque realmente não dava para parar. Há vários plots (reviravoltas) no meio da história o que só me fez amar ainda mais. 


O livro conta a história de Harper e Luke, o destino tratou de fazê-los cruzar na pequena cidade de Benevolence, aquele típico local onde todos se conhecem. Luke é um homem que, devido ao seu passado, fechou o seu coração para o amor, assim como ela também trazia consigo as suas tristes bagagens. 


Não há aqui que se falar em quem tem dores maiores, porque esse tipo de sentimento não se mede, mas a maneira como lidam com isso difere muito. Ao tempo em que Harper é mais resiliente, Luke se martiriza com seus problemas constantemente e parece querer fugir de tudo aquilo. A figura dela representa pra ele tudo o que ele julga não merecer ter. São personagens com passados dolorosos.


Ainda por causa disso, Luke é muito cabeça dura e tão relutante com essa aproximação, que, por vezes, a gente espera que ela não tenha paciência para insistir mais uma vez, porque há conclusões em que ele precisa chegar sozinho.


A maneira como se aproximaram eu achei como se tudo estivesse indo rápido demais, mas a autora logo tratou de ''consertar'' isso para tirar essa impressão e o contato deles convence o leitor. Eles começam um namoro ''falso'' pra fazer com que a família dele pare de lhe empurrar pretendentes.


Enquanto ela precisa construir novamente a sua vida, numa cidade nova, com emprego novo, pessoas desconhecidas, o Luke está no aguardo de uma convocação para uma nova missão do Exército, então imaginem a tensão... Harper estava disposta a tentar de todas as maneiras, ao passo em que ele, embora quisesse, negava todas as possibilidades.


A escrita da autora é fluida, a narrativa é bem feita. Não cansa, nem fica monótona, parece até que o leitor é um morador de Benevolence. O casal tem MUITA química e você torce desde o começo, mas também sente bastante raiva do Luke em alguns momentos porque essa forma como ele age de se privar de viver um amor faz com que ele haja de maneira covarde e a machuca. Mas a gente te perdoa, Luke... 


É uma leitura que eu recomendo demais! Aquele casal que você se apaixona. O Luke é cabeça dura, mas também é um amor, super protetor. Tem uma mistura de romance com drama que prende real. Harper é corajosa, forte e tão dona de si que nos inspira. Gosto de como ela vê a vida. Então deixo ela terminar essa resenha:


''Não há tristeza e culpa no mundo que mudará o passado. O que importa é o que você faz agora.''


Já conheciam? Esse livro inaugura minha parceria com a editora L3. Ele, inclusive, é o primeiro da série Benevolence, mas as histórias são independentes. Adoro esse gostinho de terminar um livro e ficar com vontade de ler novamente.

Não deixem de adicionar no skoob, vocês vão amar!

01/02/2022

VAMOS FALAR SOBRE A VIDA INVISÍVEL DE ADDIE LARUE




Título: A Vida Invisível de Addie LaRue
Autor(a): Victoria Schwab
Número de páginas: 504
Editora: Galera Record
Sinopse: Uma vida que ninguém lembra. Um livro que ninguém esquece.
Em A vida invisível de Addie LaRue, o aguardado best-seller de V.E. Schwab, conheça Addie e se perca em sua vida invisível — porém memorável.

França: 1714. Addie LaRue não queria pertercer a ninguém ou a lugar nenhum. Em um momento de desespero, a jovem faz um pacto: a vida eterna, sob a condição de ser esquecida por quem a conhecer. Um piscar de olhos, e, como um sopro, Addie se vai. Uma virada de costas, e sua existência se dissipa na memória de todos.
Após tanto tempo vivendo uma existência deslumbrante, aproveitando a vida de todas as formas, fazendo uso de tantos artifícios quanto fosse possível e viajando pelo tempo e espaço, através dos séculos e continentes, da história e da arte, Addie entende seus limites e descobre — apesar de fadada ao esquecimento — até onde é capaz de ir para deixar sua marca no mundo.
Trezentos anos depois, em uma livraria, um acontecimento inesperado: Addie LaRue esbarra com um rapaz.
Ele enuncia cinco palavras.
Cinco palavras capazes de colocar a vida que conhecia abaixo:
Eu me lembro de você.
Uma jornada inspirada no mito faustiano sobre busca e perda, eternidade e finitude e, acima de tudo, uma questão: até onde se vai para alcançar a liberdade? Best-seller do The New York Times e recomendado pelo Entertainment Weekly, A vida invisível de Addie LaRue é um livro inesquecível e que colocou V.E. Schwab entre as principais autoras de fantasia da atualidade.

''Ser esquecida, segundo ela, é um pouco como enlouquecer. Começamos a perguntar-nos o que é real, se somos reais. Afinal, como pode algo ser real se não pode ser lembrado?''

 

O hype desse livro tá tão tão tããão grande que quase que eu não lia, porque fico sempre com um pé atrás. E, embora eu tenha visto muitos comentários negativos a respeito, resolvi embarcar na leitura. Não dá pra negar que a premissa é muito interessante, essa proposta de uma vida invisível soa surreal e eu adorei a maneira como isso foi pensado. Então já adianto, foi uma leitura que valeu a pena.


Forçada a se casar, Addie LaRue faz um pacto ansiando pela liberdade, querendo viver a sua vida como bem desejar, livre de todas as amarras. Uma vez lhe disseram para ela não fazer pedidos aos deuses que atendem depois do anoitecer. Mas, num ato de desespero, ela o fez. O que Addie não imaginava é que acabaria sendo esquecida por todos que a conheciam ou que viesse a conhecer. Torna-se impossível deixar marcas. Ela não é ninguém. Resumiu-se a um completo nada. Esse foi o preço que pagou pela sua liberdade.


Não tem como voltar atrás. De repente, toda a sua vida muda e ela precisa ir embora. Não é fácil dia após dia carregar o peso de uma quase inexistência. Trezentos anos depois, cruza com uma pessoa que a surpreende dizendo: Eu lembro de você. Esse é o Henry e ele representa bastante na história.


Muita gente diz que o enredo é maçante de início, mas, na realidade, o julguei essencial. É preciso compreender as circunstâncias da situação, o peso das palavras e o que realmente se quer. A personagem se constrói junto com o leitor, a trajetória da Addie soa tão real que chega a ser penosa. É triste e ela faz de tudo pra não se render. Sua vida ficou uma porcaria, parecia uma piada de mau gosto. Temos vontade que ela nos escute só para que possamos falar: Eu lembro de você! Nós lembramos de você!


O enredo é diferente, inovador e complexo. A linguagem é rebuscada em algumas partes da narrativa, mas ela foi bem construída. A escrita tem um ar poético também. A escrita tem um ar delicado. Há um excesso de informações que vai fazendo sentido aos poucos, talvez por isso muitos tenham considerada a leitura arrastada.


A realidade da sua solidão é pesada e crua. Ela carrega o fardo de ter uma vida invisível, porque, no fim das contas, todos querem ser lembrados.


Eu realmente tô falando desse livro pra todo mundo. Me diz, você já leu? Qual a sua opinião sincera?

Advogada, escritora, resenhista crítica literária, embaixadora da Editora Hábito, perfeccionista, metade anáfora, metade metáfora e uma romântica nata.

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