10/12/2021

Resenha: Gaia - A roda da vida

 




Título: Gaia - A roda da vida
Autor(a): Telma Brites
Número de páginas: 265
Sinopse: Aos sete anos de idade, Gaia Gottesstein perdeu a mãe de forma misteriosa em um acidente de aéreo. Nove anos depois, foi a vez de o pai desaparecer no fundo do mar sem deixar vestígios. Assim, Gaia foi obrigada a deixar a América e as pessoas que amava para morar sob a tutela dos tios numa cidadezinha da Alemanha. Lá, a jovem se vê envolvida em uma enigmática história ligada ao passado de sua família, da qual é a personagem central.
A sobrevivência de Gaia depende da crença e da aceitação dos desígnos que está predestinada.
Onde está o limite entre a realidade e a imaginação?
Gaia será capaz de tomar a decisão certa? Uma história de fantasia, amor, união… e escolhas.

''Como fazer? O lado racional dizia ''sim, levante-se e vá à luta''. Já o emocional: Não, fique onde está, é mais cômodo e confortável.''

 

Olá, pessoal! Hoje trago a resenha de uma obra cuja proposta é muito envolvente. Gaia - a roda da vida é um livro que recebi em parceria com a autora Telma Brites e a sinopse já havia me deixado bem intrigada. Adoro quando esses livros possuem premissas que já nos causam curiosidade, isso é essencial.


Gaia é uma menina que teve sua vida marcada por tragédias. Quando pequena, perdeu a mãe para um acidente aéreo, o avião que ela estava simplesmente desapareceu sem deixar nenhum vestígio. O fato deixou a todos desolados e isso acarretou até mesmo um certo afastamento do seu pai, que não aceitava a falta de explicações. Assim sendo, anos depois ele adentra nas profundezas do oceano, em um projeto bem arriscado, mas acaba também sumindo sem respostas e é dado, portanto, como morto.


Toda essa situação obriga Gaia a mudar de vida, não é pra menos que ela fica sem chão, uma vez que, sem os pais, ela terá que morar com tios que nem tinha tanto contato assim e toda essa mudança é muito difícil. Afinal, como se já não bastasse ter que lidar com a perda dos seus entes queridos, ela ainda tem que reaprender a viver com o novo e com as descobertas acerca de si e da sua família, coisas que ela nem fazia ideia. Gaia se muda, então, para a Alemanha e a casa dos seus tios Círio e Lyra é a que agora ela terá que chamar de lar.


Nesse tocante, é impossível deixar de falar de Jaison, filho adotivo dos seus tios, que é um personagem que cativa logo de cara e se torna tão importante quanto Gaia. Ele exerce um papel fundamental na história e ele com Gaia é uma coisa linda de se ver. Jaison é gentil, educado, sempre preocupado e muito cativante. Os personagens possuem uma ligação muito interessante.


É interessante acompanharmos o amadurecimento da personagem que reluta com as coisas que lhes são reveladas. A autora conseguiu construir uma personagem forte, mas ao mesmo tempo com sua fragilidade, e esse crescimento de Gaia foi perceptível. Para que isso acontecesse, contou com muita paciência daqueles que estavam por perto, mas as coisas só mudaram mesmo quando ela entendeu que precisava disso. E, sinceramente, não julgo a Gaia, não é nada fácil passar por tudo e ainda ter uma avalanche de informações.


''Em algum momento de nossa vida, decidimos qual dos milhões de caminhos a nossa frente desejamos seguir. Que direção vamos tomar é responsabilidade de cada um. É isso que eu chamo o livre-arbítrio. [...] Assim, nada é definitivo. Tudo pode mudar. É a roda da vida em movimento.''


Para tudo isso acontecer, tenho novamente que falar sobre a construção dos personagens. Nessa obra, os personagens secundários são essenciais para o desenvolvimento da trama e ouso dizer que, sem eles, seria impossível continuar. Eles não são personagens rasos, pelo contrário, são profundos e coerentes. 


Aliado à isso, tem a escrita da autora, que é leve, objetiva, com diálogos que fluem bem, assim como o restante da narrativa. Os capítulos são curtos o que é ótimo, porque o livro traz muito mistério, isso além de instigar o leitor, não torna a leitura maçante.


Morando agora com os tios, coisas estranhas acontecem e a aceitação de Gaia acerca da sua vida, do seu passado, suas origens e afins são essenciais. Ela é informada que faz parte de uma profecia. Ela não acredita, mas determinadas situações a colocam na linha de que ou aquele surreal existe ou ela estava enlouquecendo. O que define a personagem no começo é a descrença e essa confusão e ceticismo é passada com bastante clareza. É uma obra que traz mitologia grega, então já podem imaginar o quanto fica interessante, não é? 


Muitas perguntas não foram respondidas, mas isso se justifica porque esse livro faz parte de uma trilogia e é o primeiro. O leitor encontrará fantasia e muuuito suspense.


Já conheciam?

05/12/2021

Resenha: Um perfeito cavalheiro

  




Título: Um perfeito cavalheiro
Autor(a): Julia Quinn
Número de páginas: 304
Sinopse: Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse é um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu. Uma noite, ela consegue entrar às escondidas no baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhece o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres.

O destino faz com que os dois só se reencontrem três anos depois, Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível. Agora os dois precisarão lutar contra o que sentem um pelo outro ou reconsiderar as próprias crenças para terem a chance de viver um amor de conto de fadas. Nesta deliciosa releitura de Cinderela, Julia Quinn comprova mais uma vez seu talento como escritora romântica.

''Ela não queria que ele falasse que se sentia da mesma forma, não queria ouvir nada que a fizesse desejar aquele momento para sempre.''

 

Esse livro é um clássico e eu aposto que não tem uma pessoa aqui que nunca tenha ouvido falar dos romances da Julia Quinn. Eu, particularmente, sempre ouvi falar bastante, e justamente por já ter escutado tanto a respeito, nunca havia dado chance às suas obras. Às vezes tenho a impressão de que quando esses livros ficam bem famosos, a leitura não me agradaria tanto, porque acho que a escrita vai ser muito superficial. Pois é, ledo engano. Comecei a ler e surpreendeu todas as minhas expectativas. Se julguei antes de conhecer, confesso que estava completamente errada.


O começo da obra é praticamente uma releitura de Cinderela, onde a mocinha vai a um baile e lá dá de cara com aquele que lhe causa efeitos hipnotizantes. Quando chega à meia-noite, tudo precisa acabar e ela vai embora sem olhar para trás. Sinceramente, começar falando dessa maneira de um livro assim é absurdo, principalmente porque esse livro é muito mais do que isso. Sério! Tirando esse fato de baile e madrasta má, o livro não tem nada a ver com Cinderela (graças a Deus!), por isso nem acho necessário me ater a esse detalhe.


Pois bem, Sophie é filha ilegítima de um conde, nunca foi assumida e sua vida piorou quando este faleceu. Sem os pais, vive em péssimas condições como criada/escrava da sua madrasta. No baile, uma conexão forte a deixa ligada a Benedict, um Bridgerton, tão charmoso que é impossível tirar da cabeça. Nem ele a tira da sua. No dia seguinte, o cavalheiro tenta descobrir a identidade daquela mulher misteriosa que o encantou e o enredo começa a desenrolar meeeesmo quando a sua madrasta descobre que essa dama é a Sophie e a expulsa pra longe.


Anos depois, o destino faz a vida dos dois cruzar novamente, quando Benedict salva Sophie das mãos de um crápula que estava prestes a violentá-la. Entretanto, pasmem: ele não a reconheceu. Isso é algo que acho inconcebível, tanto em livros quanto em filmes, quando um personagem não reconhece o outro por causa de uma simples máscara que tapava apenas a parte dos seus olhos. Sério isso? Mas, quer saber? NÃO IMPORTA! Tudo perfeito do mesmo jeito e isso só trouxe mais emoção. Então dane-se a realidade.


Fazendo jus ao nome do livro, Benedict é realmente um perfeito cavalheiro. Sabendo das condições de Sophie, ele faz de tudo para ajudá-la, sendo prestativo, preocupado e busca até mesmo arranjar-lhe um emprego. Tudo complica quando a atração vai ficando cada vez mais forte e o cavalheiro fica dividido entre Sophie e a dama misteriosa que ele conheceu anos atrás que... TAMBÉM É SOPHIE. Como se não bastasse isso, embora a paixão vá se fazendo cada vez mais presente e o sentimento mais forte vai crescendo, o amor não é suficiente para fazer com que Benedict deixe as convenções sociais de lado. Afinal, como poderia alguém da sua classe ficar com uma pessoa como Sophie?


Diante disso, sua proposta é bem indecente, mas a gente tem de convir que ninguém é perfeito. E estamos falando também do ano de 1800 e alguma coisa. Em todo caso, esse pensamento muda e a gente pode perdoar o Benedict. A família Bridgerton é muito gentil, até mesmo a mãe dele, mas não gostei dela querer ''encobrir'' a verdadeira história da Sophie para não ficar feio, ainda que sua intenção tenha sido boa.


A escrita da Julia Quinn é uma maravilha. Leve de ler e com os pontos colocados na medida certa. Os acontecimentos são bem descritos, a linguagem também é ótima e os diálogos muito bem construídos. É, sem dúvida, um livro que prende a atenção. Algumas partes do final achei bem apressadas, mas nada que influencie na qualidade da obra. A autora mescla bem romance e o drama, com a dose correta de sensibilidade. Para quem ama romances de época, como eu, a leitura é mais do que bem-vinda!


Já leram algum livro dessa autora? Gostam de romance de época? Aceito indicações de livro!

Advogada, escritora, resenhista crítica literária, embaixadora da Editora Hábito, perfeccionista, metade anáfora, metade metáfora e uma romântica nata.

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