12/10/2019

XII Bienal Internacional do livro



Boooa noite! Depois de meses sem postar, eu volto aqui já trazendo a notícia maravilhosa de que mais um aninho o blog está presente na Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, como credenciado, para acompanhar tudo o que vem rolando no evento, que começou no dia 04 desse mês e vai até o dia 13, das 10h às 22h, no Centro de Convenções.

Dessa vez, tive o enorme prazer de estar na companhia do meu grande amigo Silveira, dono do SEJ (sigam demais, dicas incríveis todos os dias), advogado tão observador e detalhista quanto eu, então é excelente podermos compartilhar nossas opiniões. Assim sendo, logo a princípio chegamos à conclusão de que nesse ano as coisas estão mais acessíveis, os pontos bem localizados, com os stands em posição organizacional inteligente, o que facilita mais a volta por lá. É ótimo poder tramitar sem aquela bagunça. Há muito espaço e ele deve ser bem aproveitado, esse é um ótimo ponto dessa estrutura.


Como de costume, a bienal esteve/está recheada de palestras, bate papo com vários autores, homenageados do ano e você deve conferir a programação no site oficial do evento para saber os horários das coisas que mais te agradem, haja vista que dura o dia inteiro. Amanhã, encerramento, será o Podcast day e, no período da tarde, mais especificamente às 17h/17:40h, a pauta trará a importância da diversidade do podcast, bem como um debate sobre ser o mesmo uma ferramenta social. Se vai ser interessante? Aposto que sim.

E digo mais, independente da programação, vale super a pena ir em qualquer dia e horário. Termina amanhã, mas já frisa esse aviso para os próximos anos. 

E sobre os preços, digo que estes se encontram variados. Embora alguns livros permaneçam com preço bem salgadinho, há livros de apenas R$ 10,00. E sim, prefiro me referir a livros do que editoras. Explico a razão. Não posso dizer que editora X está com os preços lá em cima só porque determinado livro está caro, tendo em vista que, nessa mesma editora, há várias promoções de boxs de diversas séries e combos de obras de outros autores, por exemplo. 

Então, não generalizemos.

Qualquer livro por R$ 10,00.



Por outro lado, no que diz respeito à determinadas obras lançadas recentemente, como o caso de ''Nada menos que tudo'', do ex-procurador Rodrigo Janot, de interesse de aquisição por parte de Silveira, fomos informados de que ele não se encontrava nos stands, nem havia previsão de chegada. Isso é uma pena, não só para a Saraiva, que, por sinal, estava com um ótimo espaço, como também, para outras editoras. De suma importância se faz a observância do que está sendo mais procurado. 

Sabemos que o mercado editorial no Brasil é difícil com a porcentagem mínima de pessoas que aprecia a leitura e tem dela um hábito, então, ver as obras se fazendo acessíveis e as pessoas aproveitando a oportunidade é ótimo. Partindo dessa premissa, saliento a presença de muitos alunos de várias escolas. Eis que, todos eles, devidamente fardados, podem participar do evento sem qualquer custo e essa é uma das formas de incentivo e aproximação.



E por falar em incentivar, hoje é dia de crianças, assim sendo:
Lembre-se que conhecimento é um dos melhores presentes que alguém pode receber.

E, quanto antes você começar a incentivar a leitura, ótimo. E digo mais, não existem apenas os famosos livros clássicos. Você não precisa pegar 'Senhora', de José de Alencar (que, inclusive, adoro), e entregar ao seu filho forçando-o a ler só porque é o que exigem na disciplina de literatura. Tá tudo bem se ele(a) não gostar da linguagem rebuscada e colocar o livro de lado porque cansou daquela leitura. Você sabe que existem vários outros gêneros e autores, não é? Entretanto, a obrigatoriedade de leitura dessas obras, em específico, faz com que, grande parte das vezes, essas mesmas crianças acabem por sempre estarem cismadas com a leitura. E acrescento, não estão erradas. Literatura não é só o que você gosta, tampouco esses paradidáticos escolares. Mostre que há outras vertentes, gêneros e modos de escrita. Haverá, sem dúvidas, um livro que chame a atenção. Só não me venha com aquelas biografias de youtubers porque isso nem deveria ser considerado um. E tá vendo? Estou julgando um gosto de leitura e isso é ERRADO. 

Depois até faço uma postagem específica acerca dessa obrigatoriedade de leitura dos clássicos da literatura brasileira, mas, desde já, aqui deixo: Sério mesmo que você acha que toda criança de 12/13 anos vai pegar 'Senhora' e achar o máximo folhear e encontrar, várias vezes, duas páginas só com texto narrativo descritivo de vocabulário tão complexo? Olha, não vai. Eu, naquela mesma idade, achava o máximo. Lembro que terminei de ler esse livro numa madrugada e virava as páginas devagarzinho porque não queria acabar a leitura daquela história que tanto me apeguei. Ademais, me recordo, como se fosse agora, que defini a obra como sendo uma que ''o final era exatamente no final'' e aquela leitura acabou me marcando. Entretanto, repito o que disse acima: Tá tudo bem se a criança não gostar. O erro é você não mostrar as possibilidades que existem e o quanto são SIM abrangentes. Lê aí ''O Guarani'' na escola, mas você pode ganhar sim aquela história em quadrinhos ou aquele de ação. E isso serve para qualquer idade. Um livro não exclui o outro. Simplesmente parem com a mania de querer enfiar goela abaixo que literatura só é isso.


Voltemos à bienal, que muito valorizou a cultura local, separou espaços de apresentações, embora eu tenha sentido falta de ver stands de autores independentes. Lembro de ter visto poucos, em relação à quantidade que é de costume. E não me refiro apenas aos autores de Pernambuco, os autores de outros Estados também podem participar, mas vi muitas autoras (e certas editoras) que eu conhecia desde o tempo de fanfics cancelando a vinda. Mas até entendo. Acontece que há gasto com alimentação, transporte, hospedagem, e, sobretudo, o preço dos espaços que dizem ser elevados. É um investimento alto que necessita de sobriedade para saber se irá compensar.

Annielly Cavalcante. Advogada, escritora, perfeccionista, metade anáfora, metade metáfora e uma romântica nata.

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