07/07/2016

Resenha: A geografia de nós dois


Título: A geografia de nós dois
Autor(a): Jennifer E. Smithspan
Editora: Galera
Número de páginas: 272
Sinopse: Lucy mora no vigésimo quarto andar. Owen, no subsolo... E é a meio caminho que ambos se encontram - presos em um elevador, entre dois pisos de um prédio de luxo em Nova York. A cidade está às escuras graças a um blecaute. E entre sorvetes derretidos, caos no trânsito, estrelas e confissões, eles descobrem muitas coisas em comum. Mas logo a geografia os separa. E somos convidados a refletir... Onde mora o amor? E pode esse sentimento resistir à distância? Em A Geografia de Nós Dois, Jennifer E. Smith cria tramas cheias de experiências, filosofia e verdade. 

Onde mora o amor?
E pode esse sentimento resistir à distância? Owen e Lucy estão prestes a testar a teoria de que, mesmo longe dos olhos, alguém especial jamais deixa seu coração...

  ''Owen era como um de seus livros, ainda inacabado e melhor compreendido no lugar e hora certos. Mal podia esperar para ler o resto.''

Hey, gente! Como estão? Tá aí um ótimo livro para sair daquela ressaca literária. Livro leve, sem grandes tensões e extremamente fofo. Isso, fofo é uma palavra bem certa para defini-lo. O leitor vai se deparar com dois jovens que estão prestes a ''testar a teoria de que, mesmo longe dos olhos, alguém especial jamais deixa seu coração''. Não é que a teoria estava certa? Não é um livro que te arranque lágrimas, nem um pouco perto disso, é o tipo de leitura que te faz dar boas risadas e prestar atenção nos detalhes das coisas mais simples. Como eu já disse anteriormente, fofo.

Lucy e Owen moram no mesmo prédio, mas nunca se falaram. A primeira conversa a surgir entre esses adolescentes se dá quando um blecaute toma conta da cidade e ambos se encontram sozinhos presos dentro de um elevador. Nada de ficar maldando as coisas, okay? 

Lucy está sozinha em casa devido às constantes viagens dos pais - viagens estas que a mesma nunca está inclusa. Owen passa por um momento difícil, tentando cuidar do pai que ainda está tentado superar a morte da sua mãe. Conversas, brincadeiras e escuridão - literalmente falando - surge uma ligação entre os dois, contudo, como nem tudo são flores, a geografia aparece para tentar interferir. 

''Você é totalmente doida. Estamos presos em um elevador quente e abafado, talvez no fim do oxigênio. Estamos pendurados por um cabo que com certeza é mais fino que meu pulso. Seus pais estão sabe-lá-onde, e o meu, em Coney Island. E, se ninguém veio buscar a gente até agora, é bem provável que já tenham se esquecido totalmente da nossa existência. Então, sério, como você ainda consegue ser tão otimista?''

Tive a impressão de que, embora com 272 páginas, não se passou muito tempo na história, sabe? Antes mesmo de abordar mais a respeito do relacionamento de Lucy e Owen, é de extrema importância salientar o relacionamento familiar. Tem que haver mais conversa, mais compreensão e vemos uma evolução muita prazerosa quando tal coisa acontece.

''Talvez. Nunca sabemos a resposta até fazer a pergunta.''

Se você acha que vai encontrar adolescente chatos: Esqueça! Owen e Lucy são jovens extremamente maduros para a sua idade e que possuem até muito em comum. O leitor rapidamente se vê conectado com a história, a autora sabe brilhantemente criar diálogos simples e verdadeiros - e isso é uma das coisas que mais chamam a nossa atenção.

Uma leitura que mostra que, quando se quer, não tem geografia certa que separe. Mesmo cada um em um canto, eram cartões postais com ''Queria que você estivesse aqui'' que fazia o coração vibrar.  Já ouviram aquela frase de que ''Não há distância para o que mora do lado de dentro''? Se encaixa bem. Por falar em distância, diminue logo essa que tá entre você e esse livro e começa a ler.

Ah, eu não poderia deixar de terminar essa resenha com um dos meus quotes preferidos. Olha só e vê se não deixa com gostinho de quero mais. Enjoy:

''- É, quero dizer, qual a pior coisa que se pode dizer a alguém que não está em uma praia linda?
- ''Queria que você estivesse aqui.'' - Owen bateu com os dedos em uma imagem da Grécia, presa mais para baixo - Tipo, qual é, né? Se as pessoas realmente quisessem que você estivesse lá, teriam convidado logo de uma vez, não? Pensando bem, é até um pouco cruel. Devia estar escrito ''Grécia: onde ninguém está muito chateado por você não estar aqui''.'' 
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Annielly Cavalcante. Advogada, escritora, perfeccionista, metade anáfora, metade metáfora e uma romântica nata.

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