31/03/2016

Resenha: Segunda chance

Título: Segunda chance
Autor(a): Elin Hilderbrand
Editora: Bertrand Brasil
Número de páginas: 490
Sinopse: Meredith Martin Delinn perdeu tudo: seus amigos, suas posses, seu status social. Seu marido, Freddy, foi preso e condenado depois de ser flagrado operando um esquema financeiro fraudulento, que resultou em um prejuízo de bilhões de dólares para seus ricos investidores. Meredith, que não sabia de nada, se vê completamente desamparada. Sem ter para onde ir, ela telefona para a melhor amiga dos tempos de infância e adolescência, Constance Flute, que também não está num bom momento: além de ainda não ter superado a morte do marido, está também brigada com a única filha. A caminho de um verão reparador na ilha paradisíaca de Nantucket, a amiga resgata Meredith das legiões de paparazzi para um breve refúgio nas praias. Quando Toby, irmão de Connie e ex-namorado de Meredith dos tempos de escola, reaparece para passar um tempo por lá, as memórias que suscita a faz pensar na vida que estava levando e naquela que poderia ter tido. 
  
''Meredith entendera então que Freddy tomara sua mão à beira do precipício, pedira a ela para pular com ele e ela concordava. E pulava sem saber a profundidade do precipício ou o que aconteceria quando eles chegassem ao fundo.''

Deixa eu começar essa resenha chutando o balde e dando abertura para uma série de confissões. Confesso que eu estava cheia de expectativas e me vi desesperada quando dei conta de que não era nada do que o esperado. Confesso que mal consegui encaixar o gênero romance na história (tava onde?). Confesso que quase piro. Okay, não é para tanto, mas irei explorar os pontos no decorrer da postagem.

Meredith é uma mulher que teve sua vida virada de cabeça pra baixo logo após o seu marido ter sido condenado por um enorme esquema fradulento - um golpe financeiro que roubou milhares dos seus investidores. Alheia às atividades ilícitas do marido, ela e o filho ficam em maus lençóis por serem ditos cúmplices. Quem poderia imaginar que a família nunca se dera conta do crime que ocorria bem embaixo do próprio teto?

Freddy é condenado e se nega a dizer uma única palavra. Sabe quando o silêncio é letal? Aqui se aplica com maestria. Se aquele que está ciente de tudo não abre a boca pra esclarecer a situação, inocentes podem acabar pagando por coisas que nunca sonhariam acontecer

''Meredith escorregou até o chão e entendeu que seu erro não fora ameaçar abandonar Freddy. Seu erro fora não tê-lo abandonado.''

A autora tem uma escrita muito boa. Se for levar por esse ponto, a leitura ocorre com facilidade. Contudo, muitas vezes, a narrativa se torna cansativa - com exageros nos detalhes, compreendem? Dando informações não tão necessárias para o desenrolar do enredo, e isso passou um ar de monotonia.

A mídia não deixa a Meredith em paz! Julgada de ladra, necessita de um local onde possa ficar longe de tudo e todos e é aí que sua amiga de infância entra. Todos os personagens detinham algum tipo de 'problema' que precisavam superar, então podemos considerar até que foi um círculo de ajuda mútua.

Acredito que, por não ter muito o que abordar, a trama foi se enrolando de forma desgastante, me deixando um pouco decepcionada. Não é um livro que eu não recomende, é um que eu sugiro que leia sem grandes expectativas - igual eu estava. 

''[...] ESQUECER e AMAR. 
Esses eram os seus crimes.''  
28/03/2016

Resenha: Inocência mortal

Título: Inocência mortal
Autor(a): Nora Roberts
Editora: Bertrand Brasil
Número de páginas: 476
Sinopse: A morte do pacato professor de história Craig Foster chocou os colegas da escola de elite onde lecionava, assim como traumatizou de forma irreparável as meninas de apenas dez anos que encontraram o corpo na sala de aula. A tenente Eve Dallas, acostumada a investigar mortes inesperadas, logo percebe que este é um caso de assassinato. O almoço do professor continha um ingrediente fatal: ricina, um poderoso veneno. Enquanto isso, entra em cena Magdelana Purcell, uma loura bela e esbelta, antiga paixão de Roarke, o multimilionário marido da tenente Dallas, da época em que ele atuava do lado errado da lei. Infelizmente, Roarke se mostra cego às óbvias manipulações da estonteante e nada inocente mulher, sensibilizado por sua figura curvilínea e seus flertes incontestáveis. Diante dos próprios problemas, Eve sente dificuldades em se concentrar no caso Foster. Mesmo assim, precisará pôr de lado sua raiva, seu ciúme e sua mágoa, porque a investigação ganhará contornos aterradores depois da ocorrência um segundo assassinato na escola — e isso, mais do que tudo, a levará a becos sem saída.
  
''Temos um trabalho a realizar, e somos muito boas nisso. Ele deve aproveitar para ver muitos programas de TV agora, porque na cela onde ficará pelo resto da vida não são permitidos aparelhos para entretenimento.''

 Para tudo que a resenha do livro bombástico chegou! A grande maioria aqui já sabe, pelo menos eu acredito, que os livros da Nora Robert sempre são incríveis. Eis que aqui está o 24º volume da tão famosa 'Série Mortal' - mais um tiro que super deu certo.

A morte do professor Craig fora algo que deixara todos de queixo caído. Como já era de se esperar, o fatídico acontecimento com esse homem tão bom e calmo movimenta toda a escola de elite, e esse é mais um caso para a tenente Eve Dallas. O leitor aqui se depara com um enredo que NUNCA fica monótono. Temos todas as pitadas necessárias na dose certa e isso prende por completo a atenção. Perfeito, não é?

Eve inicia a investigação com afinco, onde todo e qualquer detalhe deve ser minuciosamente calculado - como sempre é feito, na verdade. Quando acha que uma teoria está confirmada, novas suspeitas aparecem e o trabalho que já estava grande se vê sendo dobrado. Em contrapartida, em meio à todas as grandes suspeitas e investigações, a tenente também se depara com problemas pessoais no casamento, quando uma ex ridícula de Roarke resolve entrar em cena (ah, esse povo que gostar de ir onde não é chamado).

''Eu não igualo casamento com prisão, mas o vejo como uma promessa. Um labirinto de promessas, na verdade. E eu levo as promessas muito a sério.''

A escrita é extremamente acessível e gostosa de ser lida - flui sem problemas - em momento nenhum a leitura fica enfadonha e cansativa. Pelo contrário, os detalhes, bem como as narrativas, são feitas de forma bem elaboradas, deixando tudo equilibrado. É interessante isso, porque você se encontra investigando junto, ansiando cada vez mais por informações, querendo desvendar o motivo de cada coisa.

''Inocência mortal'' é aquele tipo de história que, mesmo depois de terminada, quem leu fica com ela na cabeça, repassando todo o ocorrido. Tem coisa melhor do que a fuga dos clichês num suspense assim? Ou melhor ainda, se pegar lendo com aquela expressão de ''Eu nunca imaginaria isso?''. 

Em meio ao caos de um assassinato sem nenhum motivo aparente, inseguranças no seu relacionamento, temos uma história fantástica que deixa o leitor de queixo caído. Acreditem, é suspeita em cima de suspeita e quando pensa que está quase na resolução, vai se dar conta que não chegou nem na metade do caminho. Surpreendente! Essa poderia ser uma ótima definição para esse livro.

A capa segue a mesma linha dos demais. Na maioria das vezes, menos é mais, cada parte é de extrema importância (não deixa nada passar despercebido. A diagramação também se encontra excelente e não encontrei um só errinho na revisão. 

''- Quem acreditaria em mim?
- Eu acredito.'' 

Antes que eu esqueça, um adendo: Faça tudo o que tiver de fazer antes de iniciar essa leitura, porque assim como a tenente fica quando pega um novo caso, você também não vai conseguir parar até chegar ao fim. Preparados?

Annielly Cavalcante. Advogada, escritora, perfeccionista, metade anáfora, metade metáfora e uma romântica nata.

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