14/01/2016

Resenha: Pela janela indiscreta

Título: Pela janela indiscreta
Autor(a): Aimee Oliveira
Editora: Garcia
Número de páginas: 321
Sinopse: "Deus abençoe Nova York e seus apartamentos justapostos! É graças a eles que Frederick se diverte tanto nas noites que passa em casa, espiando sua vizinha. Não que esse seja seu único passatempo — morando numa cidade como essa, suas opções são quase infinitas: bares, restaurantes, mulheres... Principalmente mulheres! Diversas delas. Mas sempre que a farra termina, ele volta para casa e lá está sua vizinha na janela ao lado. Tudo parece mudar quando ele a tal vizinha se encontram na rua. E Frederick, conhecido por sua facilidade em lidar com qualquer mulher, encontra-se, desta vez, com grandes dificuldades. Louise, ao contrário do que ele imaginava, não é só aquela garota da janela, mas também alguém que espalha dúvidas por onde quer que passe. Será possível que duas pessoas tão diferentes podem se encontrar numa cidade tão grande?" 


Sabe um livro de narrativa leve, bem humorada e divertida? Desses que você passa as páginas brincando? É esse tipo de leitura que você encontra em ''Pela janela indiscreta''. Nos depararmos com cenas engraçados, várias indecisões, uma pitada de mistério, desentendimentos, e tudo isso em meio a um romance louco. Um enredo tão legal e bem trabalhado que te deixa animado. ''Deus abençoe Nova York e seus apartamentos justapostos!''.


Frederick, Rick ou Fred, como podem preferir chamar, tem seu apartamento justaposto com a Louise e passa uma boa parte do seu tempo espiando o que a sua vizinha está fazendo. Não pensem que ele é um tarado, qual culpa poderia ter por ser privilegiado com tal visão? Sempre admirando e ficando de olho no que ela estava fazendo, o quão grande não poderia ser a sua surpresa ao encontrá-la na rua? Sem paredes e espaços atrapalhando, o leitor também fica tão eufórico quanto o Rick.

''Para completar, fiquei ali parado. Como se aquilo fosse me fazer voltar no tempo e ter ficado calado ou pelo menos tê-la admirado melhor. E como era de se imaginar, o tempo não voltou.''

O livro é narrado em primeira pessoa, e uma das coisas mais interessantes é que o ponto de vista do Rick é muito mais divertido do que o da Louise - ao meu ver, pelo menos. Depois que passaram a se relacionar o personagem sabia ser tão fofo quando queria que era lindo de ver. No ponto de vista da Louise, por outro lado, notei um descaso tão grande que dava vontade de entrar no livro e chacoalhá-la com um enorme 'MeuDeus, você tá tão idiota'.

A história é desenvolvida de forma objetiva e com uma escrita super fácil, o que torna a leitura bem leve, dessas que flui rapidamente. Com certeza você vai dar boas risadas com o Rick e vai se roer de raiva das frustradas indecisões da Louise. Não imaginei que ela fosse me causar tanta raiva, acredita? Porém, essa indecisão pega, porque a raiva já passou. Ainda bem que Rick não é desses mocinhos idiotas que ouvem besteira e ficam calados. Me senti vingada por ele, haha.

''Além disso, fiquei sabendo que ela gosta de literatura inglesa, mas que não consegue definir quem é seu autor ou autora preferido. Mas que definitivamente não é Shakeaspeare. Ele a faz chorar. Eu sempre desconfiei que ele fosse mesmo um homem muito cruel.''

A capa é simples, mas perfeita. Aquela história de que 'menos é mais' se encaixa muito bem aqui. A diagramação, bem como os detalhes nas páginas, também ficaram excelentes e merecem vários pontos positivos. Dá pra notar que tudo foi bem cuidado e essa preocupação é ótima. 

Há milhares de coisas que eu ainda poderia escrever aqui, como a melhor amiga Megan, por exemplo, que sabe dizer a verdade expondo não o que a Louise queria ouvir, mas o que ela precisava/merecia. Binóculos e entopimentos de chocolates, o milésimo homem ou até mesmo aquela sorveteria. Porém, nada melhor do que descobrir lendo, não é?

''- Izzy se eu tivesse no jardim de infância.
- Me prove que não está. Saia comigo.''

Fiquei com uma curiosidade a respeito de uma determinada coisa, mas não vou compartilhar minha dúvida com vocês porque senão seria um mega de um spoiler e isso não é nada legal. A leitura está mais do que recomendada! Pela janela, porta ou cabeceiras indiscretas, deixem o livro dar uma pulada nas suas vidas que não irão se arrepender. Trocadilhos à parte, corram pra ler!

Annielly Cavalcante. Advogada, escritora, perfeccionista, metade anáfora, metade metáfora e uma romântica nata.

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